Sua voz se reparte pela madrugada, enquanto cantam as estranhas paredes do quarto. Levanta-se devagar, mas não sabe se agora há pouco estivera em pé ou deitada.
Ajeita o vestido branco, alisa-o com a ponta dos dedos, esticando-o até o limite em que a corda do violino se rompe.
Deitada sobre o tapete vermelho, estica as pernas, esconde o rosto. Prepara-se para a dança.
Sua voz já conheço, pisa nas gramas com os sapatos limpos. Não poderá tocar jamais meus pés, manchados de terra molhada. Estou cansada desses raptos, desses sequestros. Furará minha pele, marcará meus seios, queimará meu ventre?
Se não pode tocar nem o branco nem o vermelho, pois prefere o amarelo dessa visão, deixa-me então. Deixa-me atiçar outros corpos. Afasta-se de mim que o relógio já marcará três horas da manhã.
Ajeita o vestido branco, alisa-o com a ponta dos dedos, esticando-o até o limite em que a corda do violino se rompe.
Deitada sobre o tapete vermelho, estica as pernas, esconde o rosto. Prepara-se para a dança.
Sua voz já conheço, pisa nas gramas com os sapatos limpos. Não poderá tocar jamais meus pés, manchados de terra molhada. Estou cansada desses raptos, desses sequestros. Furará minha pele, marcará meus seios, queimará meu ventre?
Se não pode tocar nem o branco nem o vermelho, pois prefere o amarelo dessa visão, deixa-me então. Deixa-me atiçar outros corpos. Afasta-se de mim que o relógio já marcará três horas da manhã.

Que bonito...
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